sábado, 19 de março de 2011

Partes do que é por inteiro.


Mais uma noite, na rede de sempre, na minha varanda... mais uma vez me peguei chorando. Pela incontável vez estava sentindo saudade de você.
Eu procuraria nos melhores dicionários ou nas mais belas histórias de amor, palavras que fossem capazes de explicar o que eu ando sentindo. Mas não... Me poupei de explicações, afinal, de que elas adiantam? Não de muita coisa, eu sei. Posso tentar convencer qualquer um de que a saudade, ainda que machuque, aperta o nó que nos sustenta. Mas na hora de me encarar, o que direi? Como me convencer de que isso não é tão ruim assim? ...
Sei que no final das contas estarei bem e sorrindo porque é só fechar os olhos pra enxergar o brilho dos teus. É só sentir falta e lembrar de teu aconchego. É só abrir os olhos e ver que, essa noite, clareou na minha varanda escura. É só esticar os braços e tocar na lua...

Então agora volta e me diz como você acha que eu me sinto quando me parece mais fácil tocar a lua do que sentir teu abraço(?)
Me diz se você também tentou tocar a lua(?) Ou (me) quis, por alguns instantes, me tocar(?)
Não, agora não quero explicações. Só diretas, claras e sinceras respostas. Só quero noites mais claras quando minhas mãos já não são o bastante, quando meus olhos já não podem mais. Te tocar, te chorar; Não alcançar, não mais secar.


[que textinho mais ou menos, hein? :/]

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