Todo começo é lindo. Todo fim é triste.
Todos bem sabem que é assim, sim. É previsível. Maktub.
Pois a mim, interessa o que está por vir, o que eu ainda não sei. Posso até fazer ideia de como vai ser, posso esperar e desejar... Mas gosto mesmo do sabor da surpresa. É, sabor sim...
Eu não sei se ele vai me ligar às 16 horas no intervalo da minha aula de fotografia ou se vai preferir ir pra academia uma hora mais cedo e sair de lá uma hora mais tarde.
Não sei se vou receber uma mensagem de madrugada dizendo, pela trilhonésima vez que sou tão amada ou se o cara que eu amo vai estar me esperando no final da aula, com as mãos pra trás e eu vou fingir que não sei que ele está segurando lindas flores, só pra deixá-lo feliz.
Não faço a mínima ideia do quanto a tpm vai afetar o meu humor, nem do quanto os estudos deixarão ele cansado... daí então, não sei se ele vai me aguentar calado e carinhoso ou se vai preferir dar as costas e me deixar um pouco sozinha. E o que eu faria... também não sei.
Não sei se vou levá-lo pra comemorar o nosso aniversário de 5 meses, 3 dias e 7 horas de namoro à luz do sol se pondo, ou se ele vai ficar do lado de lá do computador... afinal é apenas mais um dia comum.
Eu também não sei ele vai dormir enquanto sente minha respiração em seu rosto, não sei se vou acordá-lo amanhã ou se vou perder mais uma longa noite de sono lembrando de seu sorriso ou com um nó na garganta porque não falei o que queria, não fiz o que senti vontade ou porque fiquei emburrada quando quis atenção e ele não me deu... Ou será que ele está sentindo tudo isso, também?
Mas não é só isso. Eu sei algumas coisas, também. Será, mesmo, que sei? ... Sei que essas dúvidas um dia serão postas em prática. Sei que vamos andar de mãos dadas e parar no meio do caminho pra um abraço desajeitado. Sei que trocaremos livros, CD's, cheiros, gostos, palavras, olhares, sorrisos, gritos, tapas... Sei que um dia receberei flores e colocarei nomes em bichinhos de pelúcia; e ele também o fará. Sei que ele enfrentará medos pra chegar mais perto e eu um dia perderei o medo do escuro porque, no escuro, conseguirei encontrar sua mão e nela a segurança até pra esses medos bobos. Sei que pode chegar uma hora que a saudade vai doer tanto, a raiva vai fazer tanta raiva e o amor vai querer explodir no meu grito que isso vai me fazer sentir viva.
E era bem aqui, depois de tanto falar enquanto imagens lindas passavam na minha mente, que eu queria chegar. Sabe onde? ... Na intensidade.
Nada disso é certo. Nada disso é previsível, ainda que desejável.
Com olho brilhando, sorriso malandro tantas vezes rasgando num sorriso escancarado e mãos terrivelmente frias e suando.
É o que quero, é o que gosto, é o que faz o coração me lembrar que há, sim, vida. Eu espero sim, por vida e pelo que, nela, despertar o que há de melhor... e de surpresa.
E que quando eu chegar em casa e parar na frente do espelho, notar que eu estava distraidamente despenteada e amarrotada, mas preferir reparar nos olhos e sorriso que não param de emanar... O que? Alguém aí sabe me dizer o que é isso?
Me parece algo suficientemente bobo e de bochechas vermelhas... mas é tão bom!
...
E aí... no final das contas a gente vê que já se começa desejando as lindas e intensas coisas que serão vividas. E se chega ao fim com saudades, das coisas que foram vividas desde quando começou, de surpresa, tão intenso... até chegar ao fim.
Parece confuso e óbvio demais. Parece cruel e frio como todos os fins. Mas é...
... e não chegou ao fim.
Pois a mim, interessa o que está por vir, o que eu ainda não sei. Posso até fazer ideia de como vai ser, posso esperar e desejar... Mas gosto mesmo do sabor da surpresa. É, sabor sim...
Eu não sei se ele vai me ligar às 16 horas no intervalo da minha aula de fotografia ou se vai preferir ir pra academia uma hora mais cedo e sair de lá uma hora mais tarde.
Não sei se vou receber uma mensagem de madrugada dizendo, pela trilhonésima vez que sou tão amada ou se o cara que eu amo vai estar me esperando no final da aula, com as mãos pra trás e eu vou fingir que não sei que ele está segurando lindas flores, só pra deixá-lo feliz.
Não faço a mínima ideia do quanto a tpm vai afetar o meu humor, nem do quanto os estudos deixarão ele cansado... daí então, não sei se ele vai me aguentar calado e carinhoso ou se vai preferir dar as costas e me deixar um pouco sozinha. E o que eu faria... também não sei.
Não sei se vou levá-lo pra comemorar o nosso aniversário de 5 meses, 3 dias e 7 horas de namoro à luz do sol se pondo, ou se ele vai ficar do lado de lá do computador... afinal é apenas mais um dia comum.
Eu também não sei ele vai dormir enquanto sente minha respiração em seu rosto, não sei se vou acordá-lo amanhã ou se vou perder mais uma longa noite de sono lembrando de seu sorriso ou com um nó na garganta porque não falei o que queria, não fiz o que senti vontade ou porque fiquei emburrada quando quis atenção e ele não me deu... Ou será que ele está sentindo tudo isso, também?
Mas não é só isso. Eu sei algumas coisas, também. Será, mesmo, que sei? ... Sei que essas dúvidas um dia serão postas em prática. Sei que vamos andar de mãos dadas e parar no meio do caminho pra um abraço desajeitado. Sei que trocaremos livros, CD's, cheiros, gostos, palavras, olhares, sorrisos, gritos, tapas... Sei que um dia receberei flores e colocarei nomes em bichinhos de pelúcia; e ele também o fará. Sei que ele enfrentará medos pra chegar mais perto e eu um dia perderei o medo do escuro porque, no escuro, conseguirei encontrar sua mão e nela a segurança até pra esses medos bobos. Sei que pode chegar uma hora que a saudade vai doer tanto, a raiva vai fazer tanta raiva e o amor vai querer explodir no meu grito que isso vai me fazer sentir viva.
E era bem aqui, depois de tanto falar enquanto imagens lindas passavam na minha mente, que eu queria chegar. Sabe onde? ... Na intensidade.
Nada disso é certo. Nada disso é previsível, ainda que desejável.
Com olho brilhando, sorriso malandro tantas vezes rasgando num sorriso escancarado e mãos terrivelmente frias e suando.
É o que quero, é o que gosto, é o que faz o coração me lembrar que há, sim, vida. Eu espero sim, por vida e pelo que, nela, despertar o que há de melhor... e de surpresa.
E que quando eu chegar em casa e parar na frente do espelho, notar que eu estava distraidamente despenteada e amarrotada, mas preferir reparar nos olhos e sorriso que não param de emanar... O que? Alguém aí sabe me dizer o que é isso?
Me parece algo suficientemente bobo e de bochechas vermelhas... mas é tão bom!
...
E aí... no final das contas a gente vê que já se começa desejando as lindas e intensas coisas que serão vividas. E se chega ao fim com saudades, das coisas que foram vividas desde quando começou, de surpresa, tão intenso... até chegar ao fim.
Parece confuso e óbvio demais. Parece cruel e frio como todos os fins. Mas é...
... e não chegou ao fim.

Um comentário:
Filhota...
O que dizer?
Hum...
Esse texto "(Im)previsível" ficou muito mais do que massa!
Mas isso tu já sabe...
Tô registrando aqui pra posteridade saber que, desde então, eu sou mais do que tua fã... Você, menina-moleca, escreve como gente grande... (E tem tanta gente grande por aí que não sabe nem o pré-silábico...)
Mas tu deve saber de que tipo de gente grande eu tô falando, né?
Te admiro, Te amo!
Beijo dessa "coruja"...
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