É tudo tão duplo, triplo ... e a gente não sabe o que pensar. Não ir além fica fácil. Parar na beira, sentar na borda e não molhar os pés, muito menos o corpo. Poupar-se de toda delícia da descoberta e aventura. Assim é fácil demais.
É muito fácil perceber que as pessoas são feitas de camadas, que a vida tem camadas e que sob o arrepio da proximidade e do sentir, tem uma pele feita de camadas. É fácil. Não tem um sentido além do mesmo que tem pra todo mundo. E de que isso vale? O quanto importa?
E quase sempre quando quase tudo é fácil, esvai-se e escorre pelos dedos com a mesma facilidade.
É muito fácil perceber que as pessoas são feitas de camadas, que a vida tem camadas e que sob o arrepio da proximidade e do sentir, tem uma pele feita de camadas. É fácil. Não tem um sentido além do mesmo que tem pra todo mundo. E de que isso vale? O quanto importa?
E quase sempre quando quase tudo é fácil, esvai-se e escorre pelos dedos com a mesma facilidade.
Difícil e pra sempre, é conseguir abrir os olhos durante a dor e enxergar verdadeiramente.
Há um tempo, ouvir dizer que o pior jeito de estar sozinho é quando, de fato, assim não se está.
Entendi na prática.
E eu estava sozinha. O sol me deixando mais só, o claro do dia se apagando e... foi aí que eu vi que no céu também tem camadas.
Entendi na prática.
E eu estava sozinha. O sol me deixando mais só, o claro do dia se apagando e... foi aí que eu vi que no céu também tem camadas.
Tem o azul, o laranja, o rosa e o espaço da cor que eu quiser pintar.
Tem o sorriso, os óculos, os cachos e quem me quer abraçar.
Tem lembranças guardadas, retinas brilhando, mãos entrelaçadas e a vontade de ficar.
Tem a falta de sentido nas primeiras palavras e estas aos poucos se juntando, parecendo dançar.
Minhas mãos que não param, que parecem pensar, nas descobertas de minhas camadas que não, (ainda) não vais decifrar.
Tem o sorriso, os óculos, os cachos e quem me quer abraçar.
Tem lembranças guardadas, retinas brilhando, mãos entrelaçadas e a vontade de ficar.
Tem a falta de sentido nas primeiras palavras e estas aos poucos se juntando, parecendo dançar.
Minhas mãos que não param, que parecem pensar, nas descobertas de minhas camadas que não, (ainda) não vais decifrar.
Porque o mistério atrai e só os que fizerem realmente sentido vão até o fim...

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