quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Bom dia


Dono de si e do mundo inteiro
Anuncia, majestoso, a chegada.
Mais uma...
A chance, o novo, o dia,
A liberdade
E quem sabe, talvez, a sorte
De acordar com novos olhos.
Olhos que semeiam e colhem desejos.
Os mesmo que fitam, permanecem, lacrimejam e sorriem.
Aqueles mesmos velhos olhos que admiram e, como numa prece,
Paralisam o presente em movimento na busca do eterno,
Na mente, no corpo, o constante devir.
Os mesmo velhos olhos de sempre, outros
Que olham, pequenos, em oração,
Pro mesmo céu que anuncia o fim.
Apenas mais um fim... pra mais um (re)começo.
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