Nunca decorei uma só poesia.
Uma rima? Um verso? Nada...
Até que me passa um moço com sorriso e olhos em riste.
-
Danou-se. Pensei...
Ficaram os olhos do moço, mas passaram no fim da noite.
Ficaram, passaram, já foi o moço.
E não houve mais uma noite, um outono ou três minutos
Em que eu não lembrasse do traço deixado por aquele moço.
O sorriso? Segundos depois.
O cheiro!
Decorei o cheiro no moço.
-
Danou-se!
- Num paro mais de fazer poesia.
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