Não era bem o que ela queria; Era o que ela devia fazer.
__ É essa a vida, né? - pensava a menina de vestido e cabelos ao vento, enquanto olhava o sol se pondo.
__ Não entendemos bulhufas do que ela parece exigir da gente a cada segundo que passa, mas insistimos em meter a cara e ir em frente - às vezes quase desistindo - pelo simples fato de saber que a vida é assim mesmo. Numa hora a gente sorri assim que acorda; Noutra hora a gente adormece depois de tanto chorar.
Nunca fora sua intenção fazer sofrer. Nunca quis poupar ninguém de sorrisos. Nunca. Tanto que dedicou tantos dias a dar de todo seu coração o melhor do melhor sentimento, os abraços mais apertados, os presentes mais verdadeiros. Mas acabou. Como (quase) tudo (quase) sempre acaba.
... E ela fez!
Foi nessa hora que percebeu que o egoísmo que a fez parar pra, enfim, pensar nela em primeiro lugar era, senão, o amor-próprio em si.
Era ela. Só ela. Era dela, e só dela, que ela estava precisando naquele momento.

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