Os quatro cantos se enfeitam com lembraças bonitas do doce da voz
O canto que conforta minhas noites sem fim
Como o não-fim do tempo que para
Quando tenho teu corpo assim tão longe de mim.
As paredes envelhecem do branco ao tom escuro da saudade
Janela entreaberta, porta fechada, espelhos manchados
O espaço engrandece na falta que aperta
Na ausência das mãos que prendem nossos laços.
Escrevo teu nome na poeira dos móveis
No calor da espera, no sufoco que aperta;
Numa hora levanto, prefiro no chão
Enquanto o céu desaba trazendo da chuva o cheiro e o canto
Do meu lado esquerdo, no peito;
Noutra me deito e deixo o teu lado do colchão.
(...)
Muda todo o dia um sorriso de graça
Junto da estrela que me veio amanhecer
Até aqui se arrastou 1/4 do calendário
E eu seguindo a rotina das quatro paredes até ter você.

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