quinta-feira, 19 de maio de 2011

Morrer de amor.

E, no alto de uma montanha,
Autentico a solidão.
Fito as núvens e o céu,
Organizando idéias,
Fitando o chão.
A chuva cai tímida,
Num céu azul anil,
Logo chegou a escuridão,
Lembro do brilho do olhar da menina,
Que se perdeu na imensidão.
Entre outras mil,
És ímpar,
És singular.
És desilusão.

Lembro-me de tal façanha,
Pensei ter o mundo na palma da mão,
Ficou no dedo a marca, foi-se de vez o anel;
Despedaçou minhas odisséias,
Despejou-me ilusão,
Ofereceu-me tua ida,
Beijou-me os olhos e sorriu,
E nessa hora abriu a mão.
Apagou-se o brilho do olhar da menina,
Que outrora guiou-me na escuridão.
Meu corpo, então, caiu.
Me fez saltar.
Querer voar.
Último suspiro, chão.




[escrito com Isaac Linhares;
Conheça mais desse outro mundo em 200 e 100]

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