domingo, 2 de setembro de 2012
Lua
Bailarinarei sob tua valsa até o fim de mais um dia
Com um arrastar de cadeiras volto a ver o sol
Sejas minha, menina.
Eu te peço em silêncio...
Mas peço que grites ao ser minha.
Aos quatro cantos do mundo,
Grites enquanto rodopiar.
Leve borboletas na cintura
Leve bem-te-vis aos jardins.
Bem te quis desde a primeira vez
É sempre a primeira vez pra nunca deixar de ser,
Pra justificar o que houver de rubro nas faces.
Sejas minha, bailarina.
Diga a todos, diga ao sol, diga...
Soletre incólume, saboreando cada parte
Das palavras, do corpo, da alma...
S-o-u t-u-a!
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