segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Posse

Limitei o movimento de meu corpo
Ao tempo certo de enxergar-te
Esparramando os cabelos por entre os dedos.

Te faço exceção, lei maior
E maestro de meus olhos,
Dono soberano de minhas mãos.
Divido contigo minhas nuvens
Devoro, inteiro, teu céu.
Devoro.

Na medida certa de teu copo
No espaço todo de teu ser,
Na ausência emudecida à presença tua.
Fique.
O último trago é teu.
O derradeiro suspiro, a falta de ar.

O que quiseres te permito possuir
Pelo teu jeito alheio à mim.
Quanto tu fores, inteiro
E por completo o que quiseres,
Estarei pronta.

Limitarei o movimento de meu corpo
Ao tempo certo de enxergar-te
Esparramando os cabelos por entre os dedos... meus.
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2 comentários:

Anônimo disse...

Bela poesia... tu és a autora? POderias escrevr um livro, vives oq escreve ou são apenas sonhos que tens... cada vez mais me fascino com teu Blog...

Karol Vieira disse...

Sou a autora dessa poesia, sim, Anônimo. E de tantas outras que nem ousei escrever (ainda). E quem sabe um dia, o livro.

E sim, eu vivo tudo o que escrevo. E quando são apenas sonhos, foi o que eu vivi enquanto duraram. E eu sonho, muito, de todo jeito... dormindo ou acordada.

Esteja por aqui sempre que quiser...

Bons dias!